terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

a amizade quando é especial


As pessoas diferenciam-se nas pequenas e nobres atitudes, nos gestos menos iguais, nas palavras raras. Na memória que não apagam nem negam. Reconhecem. Guardam. Cuidam.
Por isso há pessoas especiais na nossa vida. Digo eu a pensar em alguém muito especial, que me entrou pela vida há quase 42 anos e nunca dela sairá.
Obrigada pessoa que um dia me disseste, 
sabe que o cigarro faz mal? a quem respondi, 
é a mim que faz. 
Podias ter dado meia volta e simplesmente não mais me dizeres uma única palavra. Mas ficaste. 
Podia eu ter dado meia volta e ter-te mandado dares uma volta. Mas porque somos especiais, não aconteceu. E ainda hoje nas voltas da vida dizemos palavras. Sentidas. Especiais...
É isto, amizade. Especial.

m.c.s.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

divagação 2

Madruguei.
Porque se sonho contigo és o meu sonho maior. E não cabes na minha noite.


m.c.s.

entre-eus

Acordei bem comigo e melhor acompanhada não podia estar. 
Disse-me, olhando por mim acima, por mim abaixo, cada pedaço tocado por ti, cheirando a ti, à espera de ti,
- Aqui está um belo dia para exibir os meus eus vagabundos. Estes que te trazem tatuado a ferro e fogo.
Assim sendo, aqui vamos nós palmilhar caminhos meus. 
Ah, levo a máquina, para o caso de te colocares a jeito entre mim e eu e queiras ficar na fotografia, connosco.

m.c.s.

divagação

Hoje vou dormir cedo. Só para te ter no meu sonho por mais tempo.
m.c.s.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

essa sou eu...

Vertendo verdade. 
Deixando as palavras vagabundearem pelos sentimentos. 
Até à lágrima. Ao sorriso. À comoção. 
Livre.
Essa sou eu. Se me tocam as cordas duma guitarra antiga e me cantam canções de magia e afectos. De embalar.
De adormecer e sonhar.
Bailar...
Como é bom ter passado! E não sentir nem medo, nem peso, nem culpa.
Nem arrependimento. Apenas saudade. 
Esse sentir do amor que não morre.
E ficando, se aconchega ternamente no coração. 
Como cacimbo de fim de tarde, da terra que me gerou e pariu. 
E amou.
Essa sou eu. Vertendo verdade. Falando baixinho, num sussurro.
Luz ténue, disco tocando, quase silenciosamente.
E a emoção a espalhar-se na pele. Invadindo a alma arrepiada. 
E o coração grande. A crescer...
A bater suavemente. 
Vagabundeando-se no sagrado que é o eterno.
Essa sou eu...

m.c.s.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

entre sonhos

Olhei o espelho. Mergulhei em mim. Cachoeira d' águas mansas. Transparentes. Espelhos d' água.
Olhos no meu olhar. Sem constrangimentos nem culpas ou desculpas. De frente. 
Contemplando todos os eus de mim. A ver se algo mudara. 
Era eu. Aquela mulher. Inteira. Vestindo a sua pele. Ocupando-a confortavelmente. Cabendo nela. Generosamente...
Em paz.
Tal como o coração. Tranquilo. Aplaudindo discretamente.
Era eu. Aquela mulher. De rosto lavado. 
Nem sinais de baton. Eyeline. Máscara. Artifícios. 
Sem faltas. Nem personagem. Ou qualquer produção.
Era eu aquela mulher. Simples. Limpa. Nua. 
Alma serena. Completa. Pura.
D' olhos doces. Que me olhava. Do espelho. 
Como se o tempo parasse e eu fosse um longo olhar.
Via-a bonita. Sim. Bonita.E renovada. Sem rugas ou sequer marcas de expressão. 
Os lábios desejando beijar. 
Como se o dia prometesse beijos da tua boca. E a vida nos abraçasse e embalasse na canção. 
Podia ser Bocelli, Sinatra ou Betânia. 
Mas era rouquidão, feito voz, sentimento, coração, de Pablo Alborán. E lhe escutasse,
- "Por fin lo puedo sentir/Te conozco y te reconozco que por fin/ Sé lo que es vivir/ Con un suspiro en el pecho/ Y con cosquillas por dentro/ Por fin sé por qué estoy así/ Tú me has hecho mejor/ Mejor de lo que era... "
Era meu o sorriso que o espelho devolvia. Era eu. Aquela mulher que sorria a desejar o mundo suspenso. A fazer-te eterno. Ali. Aqui...
Olhei o espelho. Coração silencioso. Batendo. Brandamente. Apelos mudos...
Olhos feitos mel. E boca à espera de beijos. Sabendo a beijos. Que me roubaram a alma e me devolveram vida.
Era eu aquela mulher. Que contemplava em si, o Amor. E cantava, baixinho e feliz, como se inventasse a canção,
" Y por fin sé por qué estoy así,
Tú me has hecho mejor
Mejor de lo que era... "

domingo, 1 de fevereiro de 2015

por essa angola fora




mercado no caminho do Huambo


hoje, o meu nome é saudade




Hoje, o meu nome é saudade. 
O passado resgatado no olhar, na pele, nas entranhas. No coração. 
Esse tempo bom. Esse sentir. Tudo o que falei, olhei, toquei, cheirei. Recebi. Vivi.
Saudades dos pais. Do avô. 
Da minha terra. Da minha infância. Da minha rua. Do colégio, do liceu.
Saudade dos meus amigos. Aqueles que ficaram para trás. Que partiram já.
Saudades de gajajas, maboques, sape-sape, pitangas. 
Da Lucrécia, da Minda. 
Cheiro de pão quente da padaria Independente. 
Terra molhada. Flor de acácia.
Quitandeira, zungueira. Sotaque. Pregão. Meu chão.
Saudade do cacimbo e do pôr do sol. Do sábado. Da Ilha. Samba. Corimba. Mutamba. 
Saudade de Trás-os-Montes. Dos tios.
Das cerejas do quintal. Do folar de carne e dos económicos. 
Favaios e lareira. Castanhas. Alheiras.
Dos acordes das guitarras enquanto se faz o pão. Do Paulo e do João....
" Pata de negreiro/Tira e foge à morte/Que a sorte é de quem/A terra amou/E no peito guardou/Cheiro da mata eterna/Laranja Luanda/Sempre em flor "...
Hoje o meu nome é saudade.
Do príncipe, na cidade Luz. 
Da caçula, no Ribatejo.
Da kamba diami em solo africano. Da Julieta, na neve. 
Do verão. Do sul. Bola de berlim. Dias de sol. Onda batendo na rocha.
Hoje o meu nome é saudade. De mim, em ti. De ti. Em mim.

m.c.s.
( 30 de Janeiro - Dia da Saudade )

Barragem de Castelo do Bode e rio Zêzere





entre-vozes

Há um grito abafado nas palavras por dizer, 
um desesperado silêncio 
de tudo lembrar, 
de não querer esquecer. 
Por muito tempo vou calar a razão 
que insiste em não deixar falar o coração.
Por muito tempo vou deixar falar o eco dessa interior voz, 
repetindo a vontade que tenho de te renascer.
Há no silêncio, no grito abafado, no meu sentimento, 
a voz dizendo, 
a voz cantando,
a voz chamando...
a voz insistindo para te permanecer...

m.c.s.

tarte de pera & gengibre

Ingredientes:

(massa)
225 g de farinha de trigo sem fermento
40 g de açúcar
125 g de margarina vegetal fria
raspa de 1 limão
1 ovo caseiro

(recheio)
5 peras descascadas, sem caroço e partidas em quartos
2 c. de sopa de açúcar mascavado
1 pedaço de gengibre fresco, descascado
raspa de 1 limão
gema para pincelar
açúcar em pó para decorar
queijo fresco batido para servir (ou iogurte grego, natas...)

Preparação:

Numa tigela, colocar a farinha e o açúcar.
Adicionar a margarida partida em cubos até o preparado ficar em migalhas.
Juntar a raspa de limão e  ovo e amassar até ligar e a massa ficar homogénea.
Fazer um disco e embrulhar em película aderente. Levar ao frio por 30 min.
Enquanto a massa refrigera, colocar os quartos de pera numa taça e juntar o açúcar mascavado, o gengibre fresco ralado e a raspa de limão. Misturar tudo e reservar.
Estender a massa e dar-lhe uma forma circular.
Colocar as pera sobre a massa, deixando alguma área livre à volta.
Dobrar a massa para dentro, sobre as peras e pincelá-la com a gema de ovo batida.
Levar ao forno pré-aquecido a 180 ºC durante 40-45 min, altura em que a massa deverá estar dourada.
Polvilhar com açúcar em pó e servir com queijo fresco batido levemente açucarado.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

cá por coisas

Insistir na pessoa errada é o mesmo que chover no molhado.
Digo eu, a questionar-me sobre o certo e o errado. A tentar perceber se sou insistente. 
Porque de chuva, gosto.

m.c.s.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

entre gestos (3)

Amanheceste-me...
...e agora é tarde para me anoitecer 
Para te esquecer
Para me perder de ti, sol reinante em mim
Exalto-o, entre-comas, entre-gestos, 
na liberdade que o poema me dá
E recuso a rotação da terra
O dia sideral
Amanheceste-me... 
E eu renasci nesse entre-Tanto
Qual aurora boreal.

m.c.s.

entre gestos (2)

...depois, ah depois...
Tudo mudou. 
A noite cantou hinos de glória.
A lua estremeceu e sorriu.
E as estrelas pararam de cintilar, 
para brilharem no meu olhar.
E tu, 
tu vieste morar nesse luminoso lugar...

m.c.s.

entre gestos

...e então, deste-me a mão. 
Dei-te a mão.
Tocou-me a voz e o calor. 
Uniram-se as linhas, desse destino. 
E foi um minuto. Não mais que alguns segundos...
A mão esquerda abandonei-a no teu ombro. 
Encostei o meu peito ao teu. 
O coração amainou.
E dancei... 
Já não lembrava a união dos pares. 
A melodia de dois corações. Bailando. 
Sentindo. 
Ansiando. 
Harmonizando.
...e então, entreguei-te a minha paz...

m.c.s.

Ana Moura - 'Até ao Verão'