segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
a propósito de despropósitos
Ó Gustavo Santos, és tão, tão, tão...vá, vou mesmo dizer o que penso porque tenho liberdade de expressão e quero usá-la sem medos, aqui, hoje e agora, pondo-me a jeito (?) ( discutível ), és tão idiota que até me dá pena.
Ó senhor músculos, olhar caçador, atitude de menos, que pretensão! A de quereres ensinar o padre nosso ao vigário.
Dando-te a ares de entendido. Dono de verdades.
Apresenta lá o Querido Mudei a Casa, meu, que nem aí te acho a menor graça, o menor talento.
Tens uma vaidade do tamanho do perigo que os terroristas representam. Gigante.
Puseram-se a jeito? Limites para o humor? O humor tem de ter comédia? Brincamos aos tontos e às loiras?
Humor britânico? Humor negro? Han? isso não te diz nada? Humor inteligente, não? Que cutuca? Que espevita? Que faz reagir? Que muda? Que é trabalho ao serviço do mundo?
Humor tem de ter comédia...para te rires, é, ó palhaço? Vai ao circo ou pede que te façam cócegas.
Ó pá, vai mazé dar banho ao cão.
foto do google
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
vagabundeio-me
Vagabundeio-me pela beira do caminho, destinatária, direita ao destino que hoje não queria marcado.
Passos lentos, mochila às costas. Cachecol enrolado no pescoço, a proteger e a enlaçar. E um lar no olhar. A deixar para trás...
Uma saudade súbita a juntar às saudades d' outros dias, outros lares, outros anos a findarem e a começarem também.
Só, de novo. Na bagagem sempre mais do que espero, preciso ou peço.
No peito, rosas e sorrisos. Palavras do coração. Na pele a suavidade das boas intenções. Oferecidas. Na alma, gratidão.
Vagabundeio-me pela estação deserta e fria, chegada sem pressa, sem hora marcada, tanto faz que ganhe ou perca, o comboio que me há-de levar. Carris, vento soprado, da serra.
Despenteia-me, essa brisa gelada que me regela os ossos e me sussurra coisas que o espírito ainda há pouco tranquilo, já em modo carente, quer ouvir.
Vagabundeio-me em olhares. Por este lugar. Onde jazem pessoas de bem, minha raiz. E vivem outras também, que me escutaram, falaram e amaram. E amam.
Vagabundeio o meu olhar pela linha que me leva onde tenho de ir. Rio abaixo. Tejo desejoso de mar.
Vagabunda dos sentidos hoje perseguiria a corrente para a fazer parar.
E ficar-me-ia por aqui, onde é tão fácil ficar, sem a voz do tempo a dizer que é hora de regressar.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
domingo, 14 de dezembro de 2014
à sexta, não é sábado
O mundo lá fora existe. E mexe. Remexe e acena.
Provoca...
Ou nos toca ou nos deixa indiferente.
É um processo. Uma escolha.
Amanhece. Depois, o dia cresce. E fecha-se no horizonte.
Faz a ponte para a noite que nos escurece. Para o dia de amanhã.
Os sonhos? Sonhados. Ou adiados.
Os votos? Cruz ao calhas. Ou em branco. Renovados. E a crença, nem sempre vence.
Mas sábado é diferente. E a gente espera. A gente joga. Com batota.
À sexta-feira engravida-se de alegria e encanto. Bebe-se dança-se e excede-se. Dá-se largas ao corpo e ao sexo. E chora-se pelas ruas da amargura d' outros prantos. Peregrinos.
Renovam-se os votos e as esperanças. As promessas.
No descanso. No encontro de afectos. Num almoço marcado, num passeio explorado. Numa surpresa, um sorriso.
Uma piada. Duas gargalhadas. Num engate. P' ra depois.
À sexta-feira o mundo lá fora existe.
Cá dentro é rosa. Com perfume de romã.
Encho o peito. E olho p' ra lá do monte.
Trinco a maçã...
Inspiro com força e me deleito nas linhas da vida que espero imperfeitamente perfeita. P' ra hoje.
Não quero viver de véspera. Hoje não é amanhã.
hoje contra o Porto

A vida toda. O ano inteiro. De inverno e de verão. .
Na catedral ou noutro estádio menor. Na rua, no ar, no mar, até debaixo d' água...
No centro comercial, no sofá, ou em casa.
No Natal. Benfica sempre...
Quer ganhe ou empate. E se perder não faz mal porque lhe serei sempre leal.
Benfica, tu és o meu amor, tu és o meu amor, seja onde for, força Benfica!
uma história de quase natal
- Que chatice, a greve! A semana que vem vai ser dura. O que vale é que só faltam duas semanas. Temos a apresentação dos trabalhos...
- Temos que avisar a professora.
- É. E olha que nem a do metro é de 24 horas...
- Vamos mudar de assunto, Miguel que é que pediste ao Pai Natal?
- Tudo. ( sorrisos malandros para o lado e para a frente onde estavam as meninas )
- Meias...( risos ). Tens que pedir juntamente com o livro.( disse ela )
- Os meus pais dão-me sempre tudo o que quero. ( ele )
Elas olharam uma para a outra.
- As meias dão sempre jeito ( uma delas ) eu gosto de receber.
- Yeah! Pijamas não curto, mas meias gosto. Bem quentinhas. ( a outra )
- Eu gosto de receber pijamas. Dos polares. ( a primeira )
- E de preferência com lençóis polares também, p' ra ser o pacote inteiro. Não tenho nenhuns. Só de flanela. ( a segunda )
- E tu Miguel? Só calores né? Dormes de ar condicionado.
E o Miguel ri-se. Sem jeito. Elas já tinham estado a falar da bolsa de cada uma. Que dava para o passe e para alguma parte das propinas mas não as cobria na totalidade. Ele de Cascais, onde vivia. Do atraso dos comboios. Que se verifica mais que nunca agora.
- Sabes o que são lençóis polares, pijamas polares? Sorriso de desdém. ( uma delas )
- Soube há 2 minutos. (ele) Riram os três.
Claramente, elas eram as estudantes pobres. Ele o menino rico. Os três, parecia, darem-se muito bem.
Eles ( dois ) em frente de mim e uma ao lado. No metro.
Eu a caminho da Baixa. Ainda sem o espírito do Natal. Sem vislumbrar a rena e o pai natal, a neve e os coscorões. A chaminé e o sapatinho. A aletria, o polvo e a missa do galo.
A pensar em presentes possíveis. Meias? Nunca gostei que mas dessem. Lençóis também não. E pijamas pior um pouco.
Há dias dei comigo a pedir um pijama. E compraram-mo. Meias e lençóis não me ocorreu, mas...também não dizia que não.
Eu a caminho da Baixa. Ainda sem o espírito do Natal...
Eu a querer saltar a quadra. Mas sem energia para o fazer.
Eu a não querer apagar o sorriso que os putos me deixaram.
Eu sem o conseguir.
Não há natal que me alegre. Sem o espírito natalício. Eu que nunca estive tão pobre. E o espírito reclama.
E não vá empobrecer-se também o espírito...
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
liberdade
Soltam-se os demónios em chamas
Por entre as lembranças mortas,
Abeiram-se de algumas portas
E deitam-se naquelas camas
Que os recebem clamando...
Soltam-se os fantasmas, cantando
Insistentes e radiantes
Desumanos...
Ouvem-se aplausos das gentes
Nos pesadelos da louca
Abutres rindo sem boca,
Seres medonhos, repelentes
E corações dilacerados
Há muito no inferno penando
Desterrados...
Soltam-se acordes, batuques
Sons, gestos e dor
Espíritos sem pés, dançando
Sem ritmo nem claves de sol
Decepados
Expurgando-se
E tentam um passo, um caminho
Pró medo de serem diferentes
Não aceites, maltratados
Desafiados...
Soltam-se as lendas
E os sentimentos esquecidos
Ignorados
Enraízados....
Soltam-se amarras, correntes
Alguns cadeados
Acendem-se luzes, uma vela
Traça-se uma saída na tela
E o mundo é dos apaixonados
Soltam-se demónios em chamas
E deitam-se amores nessas camas...
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
pote de mel
- Não me digas que lavaste o pijama que vesti a semana passada?!
- Pois lavei. Disseste que estava apertado. Comprei-te outro. Rosa, às flores. A dar com as botinhas de dormir. Uma roupa de princesa. ( risos )
- Isso foi para o texto. Não estava e gostei bué dele. ( estava um pouco sim, mas nada que não sobrevivesse a umas horas de sono bem dormido ).
Depois duma viagem de hora e meia, cheguei. De novo. Para mais dias. Como planeado.
Passei o dia aqui. Pela meia-noite acusei o cansaço.
- Vou subir.
- Se precisares de alguma coisa, diz.
Subi as escadas. A casa estava fria. Gelada. Entrei no quarto. Um borralho.
O aquecimento, ligado.
Em cima da cama, o pijama novo. Rosa, de princesa. As botas de dormir a condizer. O robe.
As toalhas. A cama aberta. Os lençóis brancos, bordados à mão.
Um pote de mel no meu coração...
um dia destes...
Um dia destes, junto as minhas mágoas, ódios de estimação, vinganças e até frustração, que trago guardados na fatídica gaveta da memória, descomplexo calcanhares de aquiles, lanço tudo às feras e faço uma fogueira, gaste o que gastar.
Converto tudo em cinzas, que ao mar vou deitar e acabo com um, mil e mais um, de muitos capítulos, mil e mais que muitas, tristes histórias que me andam a encher. Que estão a transbordar.
Um dia destes, junto as minhas asneiras, enumero-as, uma a uma, com precisão e intimidade, trato-as com todo o cuidado, mesmo os pais nossos tortos, os aviõezinhos com os dedos, impropérios, inconveniências, matumbices, precipitações e distracções, faço-lhes um velório, com velas e flores, tulipas negras, véus, carpideiras, mãos no peito, por minha culpa, minha tão grande e única culpa. Mil perdões, pelas ofensas, más intenções e piores decisões e vão jazer em paz nos quintos do inferno. P' ra não cair em tentações, recaídas, inevitáveis seduções.
Um dia destes, pode ser a inventar, semana de nove dias que alguém há-de achar, vou despir-me sem pruridos, inquietações, nem travões, vou tomar banho de luar, estrelas cadentes e o que no céu mais estiver a dar, vá lá, chuva também e lavar, esfregar e limpar a alma com fé, até esta se libertar dos kalundus e purificar. Olhar o mundo de baixo, do lado e também de cima, para me convencer que são todos como eu. Nus de más intenções, cobertos de muitas razões. Humanos no errar, desumanos no sentir, ímpares no amar. Iguais no ressacar.
Um dia destes, sem marcação d' hora, agenda, nem cruz no calendário, sem compromisso afinal, muletas, sorrisos pardos, pancadinhas nas costas, ou apupos e indirectas, ressabiamentos e outros males menores, apenas um dia e só, daqueles que o universo escolher, vou ajoelhar. Pedir perdão e orar. Para me ressuscitar. E me converter.
Para novamente viver a ganhar, empatar e perder. Dar vazão ao coração e ter espaço e oportunidade, sabedoria, esperteza, matreirice e muito jogo de cintura para de novo me magoar. Perdoar. E asneirar. Na gargalhada de desdém, nos aviões com os dedos, nas bocas para lá de foleiras, no erro ou propósito de não me requintar.
Para ao sabor do tempo, do vento e do que for e será, me repetir e também inovar.
Um dia destes...se não for antes...
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
o Salvador
Se estás com Deus estás a salvo. E até o diabo vacila.
Hoje acordei com Ele. O Salvador.
Não há demónios que me atormentem. Nem fantasmas.
Aprendizes de feiticeiros. Crápulas. Invejosos. Egoístas. Indiferentes.
Hoje a energia do Universo tocou-me e vou ser feliz.
m.c.s.
Hoje acordei com Ele. O Salvador.
Não há demónios que me atormentem. Nem fantasmas.
Aprendizes de feiticeiros. Crápulas. Invejosos. Egoístas. Indiferentes.
Hoje a energia do Universo tocou-me e vou ser feliz.
m.c.s.
há mulheres
Há mulheres que amam com a força do mar revolto e do vulcão,
com a brandura de afago de mãe e da brisa de verão,
com a coragem do trapezista,
a garra do leão,
com a ingenuidade da criança,
com a verdade do coração.
Há mulheres tão genuinamente fiéis e leais que se acontece a paixão por um seu diferente, o mundo passa a ser seu igual em género e número.
Há mulheres, diamantes por lapidar. Vidro que pode quebrar.
Podem até cair. Levantam-se e não deixam de acreditar.
Há mulheres que escolhem como destino, o amor, amar.
m.c.s.
com a brandura de afago de mãe e da brisa de verão,
com a coragem do trapezista,
a garra do leão,
com a ingenuidade da criança,
com a verdade do coração.
Há mulheres tão genuinamente fiéis e leais que se acontece a paixão por um seu diferente, o mundo passa a ser seu igual em género e número.
Há mulheres, diamantes por lapidar. Vidro que pode quebrar.
Podem até cair. Levantam-se e não deixam de acreditar.
Há mulheres que escolhem como destino, o amor, amar.
m.c.s.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
benficando-se
Pitanga
Pitanguinha,
Não é tanga
Minha Gatinha
É uma manta encarnada,
Encarnadinha,
P'ra te proteger do frio e mais nada.
m.c.s.
Pitanguinha,
Não é tanga
Minha Gatinha
É uma manta encarnada,
Encarnadinha,
P'ra te proteger do frio e mais nada.
m.c.s.
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