Olha p' ra ela, com ar de carneiro mal morto!
Dona Pitanga acha-se muito...e tem razão.
É mais um dos amores que tenho, protejo, cuido e amo.
Quem não entender que se dane. Só perde.
Porque estes seres são a nossa melhor companhia.
A nossa saúde...
Não importa se estamos feios, gordos, velhos.
Se temos dinheiro ou não.
Gostam de nós porque sim e também porque não...porque não são humanos.
Pensem nisso!
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
o burro sou eu?
Nunca subestimes um amigo. Não te esqueças que ele sabe exactamente quando isso acontece.
Os fins nem sempre justificam os meios. A menos que queiras perder o amigo e ganhares um inimigo.
Digo eu, a pensar se me queria para meu inimigo...
a carta
Queria escrever uma carta.
Ousada. Perfumada.
Sem um pingo de pudor.
Uma carta que revelasse todo o meu grande amor.
Que nessa carta pudesse, abrir alas à tua alma e a minha não ficasse ferida.
Morta.
Arrependida...
Queria dizer, que passo as noites, nos lençóis, rebolando. Suspirando. Acordada.
Com a lua falando.
E sonhando. Que ganho asas e voo, albatroz dos mares do sul. E atravesso a madrugada...
Queria dizer, que o meu sorriso é bobo e corado de prazer.
E se penso em ti sinto-me a desfalecer.
E desenho a encarnado, cor de sangue e da paixão, nas folhas deste papel, feliz e engalanado, junto ao teu, o meu coração.
Queria dizer que és a voz do amor, da minha vontade de ouvir. De sentir.
De recriar um novo tema para te oferecer o poema.
De te cantar a canção que fala deste amor que ainda hei-de solfejar e tatuar na memória.
Quando te encontrar. Quando te souber amar.
Quando puder gravar nos céus, esta estranha e bonita história.
Era uma vez, um avião de papel que não mandei, porque não levava endereço.
Nem esse amor mora em mim.
Era uma vez uma carta por escrever.
Um romance por viver.
Um amor por acontecer. Sem barreiras, limites e fim.
o Tempo
Sou pessoa de paz.
O meu conflito é com o tempo. Uma guerra feroz de luta contra o tempo.
Mas paradoxalmente é o tempo que me apazigua.
Hoje não declaro guerra aberta ao tempo. Espero antes, ganhar tempo para vencer mais este conflito.
Diz-me tempo, que vais passar depressa....
Digo eu, acenando a bandeira da paz, pois quero tempo passado. Muito rapidamente...
m.c.s.
despertador
Trrrrrriiiiim! Trrrrriiim!
O relógio toca.
Alguma vez foram um despertador?
Eu. Muitas vezes. E gosto.
Não passa nunca da hora de ser despertador, quando a gente que a gente gosta, confia mais no nosso norte do que no relógio da casa. De parede, de pulso, de cabeceira.
Se hei-de ser outras coisas piores e inúteis, ao menos que seja um despertador.
Digo eu, olhando os relógio sem corda, sem pilha, sem uso, na gaveta das tralhas. Pensando que nem sempre chego a horas.
Ou na hora certa...
E assim, muitas vezes fico a ver passar os comboios. No mato sem cachorro. A horas pouco prováveis, decentes ou felizes.
Mas isso sou eu.
Quem em mim confia, chega sempre a horas. Na hora certa. Nem minuto antes nem minuto depois. Nem que para isso, ponha o galo a cantar.
Por falar nisso, que horas são?
Deve estar na hora de acertar os ponteiros e pôr-me a jeito de chegar a horas antes que se faça tarde, para um encontro feliz e a horas certas ao segundo, porém sem hora marcada, porque aqui o relógio é que marca a hora.
Não quero ficar a ver navios nem com a barriga a dar horas.
Não quero chegar fora d' horas nem que para isso recorra ao relógio de cuco ou ao de repetição.
Vou então dar corda aos atacadores...
saudades
É tão mais fácil repartir saudades...
Sorriem quando choram, se forem dois corações a chorar. A penar.
E abraçam-se. E geram companhia e protecção. Amparo. Doação.
As palavras, essas, não exigem detalhes, roupagem, enfeites, máscaras. Estão na expressão facial, na linguagem gestual, nas linhas deste destino. Sempre perdendo, sempre faltando. Sempre machucando. Sempre provocando. Tristeza...
Sempre p' ra mais tarde, vamos a ver, se der ou puder, há-de ser o que Deus quiser.
É tão mais fácil repartir saudades...
Outro rosto. Não estar só. Adivinhar o pensamento. Lê-lo e entendê-lo.
Nem que doa igual. Bálsamo para a alma doente.
Estender a mão e ter d' outra mão, o calor. Fixar o olhar e receber compreensão. Amor...
É tão mais fácil repartir saudades quão mais fácil é, em companhia senti-las.
Já não sei o que isso é...
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Às vezes
Às vezes uma palavra e muda tudo.
É força que tem a voz, a intenção...
Às vezes o silêncio me diz coisas que não sei entender
Às vezes é preciso perceber...
E não trair a razão
E não deixar calar o coração
Há na linha do destino, entrelinhas por escrever
Sonhos p' ra enfeitar
Os encontros por acontecer
Há saudade de amar
E um pouco de mim a querer
E um pouco de mim a ceder...
Às vezes uma palavra e muda tudo
Perfumada
Oferecida
Desejada
Sentida...
m.c.s.
É força que tem a voz, a intenção...
Às vezes o silêncio me diz coisas que não sei entender
Às vezes é preciso perceber...
E não trair a razão
E não deixar calar o coração
Há na linha do destino, entrelinhas por escrever
Sonhos p' ra enfeitar
Os encontros por acontecer
Há saudade de amar
E um pouco de mim a querer
E um pouco de mim a ceder...
Às vezes uma palavra e muda tudo
Perfumada
Oferecida
Desejada
Sentida...
m.c.s.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
a escola
Ali a seguir ao prédio à esquerda, há uma escola. Onde eu fiz o exame da 4ª classe. Avenida dos Combatentes e musseque Marçal, em 1965.
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