Se o amor doer, não é Amor,
Não...
Será posse, devaneio
desvairada paixão
Arrependimento...
Amor é ser-te sol e oração
identidade,
saudade
e crescimento
Alegria!
Nunca dor
Sempre versos e poesia...
Muito mais que fantasia...
Se o amor doer, não é Amor,
Não...
É p' ra esquecer
no coração
Que o Amor, se o é,
sara a dor
e lhe dá cor
Nunca menos
Sempre mais
Real sonho
Seguro cais...
m.c.s.
sábado, 24 de setembro de 2016
sobrevivência
Sobrevivência não é chapéu de chuva em dia de temporal.
Sobrevivência é a habilidade de saberes andar por entre os pingos da chuva.
m.c.s.
Sobrevivência é a habilidade de saberes andar por entre os pingos da chuva.
m.c.s.
não (te) sonhar
Em horas tardias me desatino e enlouqueço - entre-sonhos,
Que sei eu?!
Te ergo, alma e corpo, construção,
parte da minha alucinação...
E em esboço leve e breve te desenho - esgar, sorriso, sedução
d' alma inquieta
que no silêncio da noite profunda se aquieta...
E te contemplo assim, imóvel.
E te sorrio. Também.
Alma apenas. Que vai e vem; convulsão
Voo circundante, raso, planante,
que se aventura e se detêm nos caminhos livres da saudade.
Viajantes d' horas soltas
Na noite calada
Na exaltação de mim
No destino da madrugada,,,
E só por esses sorrisos, paro o tempo
E te alicerço construção do que já és
Amor que habitas tão perto do mais íntimo de mim...
E não! Não me peças que acorde
E deixe de sonhar, desatinar, enlouquecer,
por te construir, sorrir e escrever
Que mais que a insónia que me definhará
Adormecer,
Acordar e não sonhar
Não te ver
É pior que não te ter...
m.c.s.
Que sei eu?!
Te ergo, alma e corpo, construção,
parte da minha alucinação...
E em esboço leve e breve te desenho - esgar, sorriso, sedução
d' alma inquieta
que no silêncio da noite profunda se aquieta...
E te contemplo assim, imóvel.
E te sorrio. Também.
Alma apenas. Que vai e vem; convulsão
Voo circundante, raso, planante,
que se aventura e se detêm nos caminhos livres da saudade.
Viajantes d' horas soltas
Na noite calada
Na exaltação de mim
No destino da madrugada,,,
E só por esses sorrisos, paro o tempo
E te alicerço construção do que já és
Amor que habitas tão perto do mais íntimo de mim...
E não! Não me peças que acorde
E deixe de sonhar, desatinar, enlouquecer,
por te construir, sorrir e escrever
Que mais que a insónia que me definhará
Adormecer,
Acordar e não sonhar
Não te ver
É pior que não te ter...
m.c.s.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
fretes - fazer ou não
Não fazer fretes não é dizer - Não - Ao parece bem, te incomoda, não gostas; ao que exigem de ti. Ao carregamento de " fardos "
Não fazer fretes é dizer - Não - Quando o razoável do outro, ultrapassar o limite do razoável de ti.
domingo, 18 de setembro de 2016
a propósito de...
...e não. Não conheço a história. Não sei se aqui habitou a mulher do Papão. Ou se por ser este lugar habitado por corvos marinhos e gaivotas, veio um e...papôa...
Só sei que é um sítio lindo para papões e papados (as). Ou seja, para a engorda. Consta que à noite vêm para aqui papar neles e nelas.
A gaivota papa o peixe. O pescador papa a marmita. E ainda deve haver o papa-moscas se a onda bate na rocha e lixa ( ou papa? ) o mexilhão.
Papa-açordas é que não há por aqui. Pois que com os fotógrafos que hoje proliferam como percebes, por lá, aqui acoli, é vê-los a correr entre as pedras, galgando rochas à procura de paisagens, as melhores, que o tablet, telemóvel, a máquina conseguir papar e antes que venha alguém roubar-lhes a cena. Ou melhor, a paparoca.
Pokemóns é que me parece que não há neste lugar pois o Papão, verdadeiro dono do pedaço, deve tê-los papado a todos.
m.c.s.
P.S - Lugar de mar e rochas em Peniche
no 36
No 36
Atrás de mim uma voz de homem com sotaque da banda, falava ao telemóvel.
- Não meu, não está comigo. Não quis lhe levar. Então?! A dama não lhe curte.
Porquê? Porque ele chupa. Bué. E quando chupa fala fala que num acaba mais. Quero bazar e ele vai bebendo umas e outras. E quando vou encontrar com a dama ele me faz atrasar, até parece de propósito. E ela fica só me esperando. Quer já terminar.
Não, mano. Não lhe levo memo. Um gajo não bebe e quando num tá beber um madiê desse que tá chupar mali, chateia, porque você já não bebes, tens mais um gajo a te insistir pra tu chupares. Num dá.
E a dama já m' avisou que não lhe gosta. E ela tem de me kuiar. Ele que se "#&%. Ela táma gostar. Num vou lhe decepcionar...
creditação
Acreditares no sonho não é construíres um castelo na areia.
Acreditares no sonho é venceres a onda que o quererá destruir.
m.c.s.
Acreditares no sonho é venceres a onda que o quererá destruir.
m.c.s.
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
no Outono há nenúfares
O Verão a despedir-se...
A praia deixa de ser o destino mais desejado. A bola de berlim perde o sabor. O bronzeado amarela-se. As toalhas, os paréos e os biquinis arrumam-se. Os sacos vão para o armário do quarto vazio. Os comboios para a Linha esvaziam-se e a normalidade volta aos residentes; e aos turistas que visitam os lugares.
Os filmes das tardes longas perdem o interesse quando estou sozinha, que o regresso se faz de noite e é preciso ter cuidado.
O sol está mais baixo mas as noites arrefecem. A porta da marquise fecha-se e os estores descem. Puxa-se o lençol na deita. Dona Gata quer aconchego e regressa à cabeceira da cama. Tomando assento como sempre.
Acrescenta-se um edredon na cama. E uma manta na sala. Apetece sopa de feijão. Bolo de chocolate. Chá de gengibre. Tricot. E leitura. Livros devorados com prazer e curiosidade. Poesia.
O Verão a despedir-se...
O tempo muda. A pele arrepia-se. A noite rouba à tarde mais uma hora. O astro rei, vai entregando os pontos. Chove durante a noite. Num acordo tácito com os dias. O verde do monte acentua-se. E até a dona lua que vai para cheia, parece brilhar mais do que antes..
Mudam-se as gavetas. Trocam-se os sapatos, as malas e os acessórios. As cores. A intenção.
Sonho destinos. Felizes. E não sucumbo à nostalgia.
Os propósitos são diferentes.
O sentimento é o mesmo. No coração.
Alimento-o de tranquilidade e alegria.
O Verão a despedir-se, mas eu não.
No Outono há nenúfares...
saudade
Saudade não é falta.
Nem vazio.
Nem ausência.
Saudade é espaço. Consentido.
Sintoma. Repetido.
Saudade é a memória a fazer-se presente.
A lembrar o que o coração amou e viveu;
e não esqueceu.
m.c.s.
P.S. Ando cheia de " lembranças "
Nem vazio.
Nem ausência.
Saudade é espaço. Consentido.
Sintoma. Repetido.
Saudade é a memória a fazer-se presente.
A lembrar o que o coração amou e viveu;
e não esqueceu.
m.c.s.
P.S. Ando cheia de " lembranças "
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
terça-feira, 13 de setembro de 2016
amor vadio
Amor vadio não é aquele que anda solto no mundo, a fugir da prisão,
do seu vagabundo coração.
Amor vadio é aquele que não se prende ao teu olhar,
ao teu abraço,
ao teu cais
Ao teu jeito de amar...
m.c.s.
do seu vagabundo coração.
Amor vadio é aquele que não se prende ao teu olhar,
ao teu abraço,
ao teu cais
Ao teu jeito de amar...
m.c.s.
sábado, 10 de setembro de 2016
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
perdoar
Perdoar, não é voltar atrás numa intenção.
Isso é saber o caminho de volta.
Perdoar é seguir em frente, deixando a mágoa para trás.
m.c.s.
Isso é saber o caminho de volta.
Perdoar é seguir em frente, deixando a mágoa para trás.
m.c.s.
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
pior cego é o que não quer ver
Acordei do avesso. E estou com sérias e absurdas dificuldades em me pôr na minha pele de ausente, letárgica, apática pessoa. Supervivente pessoa.
Antes de a vestir, para minha sobrevivência, tenho umas quantas coisas prontas para que o universo as receba e faça com elas o que melhor lhe aprouver.
Então é assim - Já nem nos hospitais estamos seguros. Há um inimigo que pode ser comum. Bactérias multiresistentes. É o que dizem ser agora o mal, na ordem do dia.
O país ardeu e o que resta está a arder. Morrem bombeiros. Ardem carros dos bombeiros e d' outros. Morrem animais e as populações perdem os seus haveres.
O país debita parte d' um pulmão essencial para a saúde pública. Mas sem pagantes. Senão, uns poucos, pequenos e desprezíveis peões, apanhados com a boca na botija e a mão no isqueiro.
Na senda militar, rapazes, filhos de suas mães, criados como a gente cria filhos, morre às mãos do Lobo Mau. Duma especialidade temida desde que me lembro de existir - Comandos. À pratica de treinos e métodos acima do compreensível, abaixo do humano. E pergunto eu, para quê esse orgulho de se ser e formar comandos, feios, brutos e porcos. Numa terra onde nem os fogos se conseguem combater.
Pergunto eu com quem vão combater esses bravos rapazes formatados para o pior, se vemos o Estado Islâmico somar vitórias, derrotar gente branda e de paz mesmo ali ao lado. Na Síria. Se vemos a Europa mais equipada, quer d' homens, quer d' armas, quer de governantes " aparentemente " esclarecidos e lúcidos, assistir de camarote a tamanha hecatombe.
Acordei do avesso. E sei que tenho de enfarpelar-me como toda a gente.
Enquanto isso, observo o povo zangado com a derrota de Portugal. Mas também o vejo ainda de férias lambuzando-se em gelados e bolas de berlim, enquanto mergulha em águas cálidas, como há décadas assim não as sentiam.
Vejo claramente visto o povo esfregando as mãos de alegria ao próximo reality show. Preparando as lágrimas da saudade duma colónia onde viveram, à telenovela que esta semana começou.
Vejo esperança renovada no euromilhões de sexta, acumulado com o último, em jackpot. Vejo sonhos d'um próximo Natal...
Acordei do avesso; e porque não posso sair de casa nesse jeito estranho de estar e ser, sob pena de internamento compulsivo, aos poucos e a cada parágrafo fui eu própria colocando o colete de forças com que me protejo nos dias mais esquerdos. Aqueles em que dói a realidade d' um país onde anda
tudo a chutar para canto, a assobiar para o lado, a assistir à morte da bezerra sem mexer uma palha ou ter poder para tal.
Acordei do avesso. Meti o dedo na ferida. E sangrou. Expurguei a minhas culpas e dores. E agora vou sair já com o fato de rua. Devidamente engomado. Sem saia justa nem mangas de alpaca ou luvas brancas. Nunca usei. E com o calor não dá jeito nenhum. E não faz pandã com a minha pele.
respeito
Respeito não é aceno de cabeça. Silenciando a voz e o coração.
Respeito é olhar de frente e falar com a razão.
Fazendo eco à voz humilde e doce do coração.
m.c.s.
Respeito é olhar de frente e falar com a razão.
Fazendo eco à voz humilde e doce do coração.
m.c.s.
cantada? Uma não questão
Olhando as palmeiras à minha frente fui-me chegando à frente na fila da bilheteira. Chegada a minha vez, cumprimentei, pedi os bilhetes e estendi o dinheiro.
O funcionário ( mais ou menos da minha idade ou menos um pouco, sei lá ) olha p' ra mim, cumprimenta muito educadamente e continuando no mesmo registo, sorri e diz-me,
- Como é portuguesa deduzo que queira o recibo com contribuinte.
- Quero sim.
Dei o número. Ele confirmou-o. Algarismo por algarismo.
Sorriu-me e ao fazer o troco diz subitamente,
- O perfume da senhora cheira muito bem.
- Ai é? perguntei desconcertada. Chega aí?
- Chega e cheira tão bem! ( reforçou ) Desculpe mas a senhora tem muito bom gosto; eu tinha de lho dizer. Não me leve a mal ( sorrindo de novo ).
- Não levo. Obrigada. Agradeci divertida.
Não sei porquê mas cheirou-me a " cantada " . Com piada. Simples e de graça.
Daquela inocente. Que não ofendeu. Nem beliscou. Me fez sorrir. E confesso - já andava a precisar que um qualquer ser, mesmo desconhecido, me olhasse nos olhos e desse por mim. Ou melhor pelo aroma que espalho. Às vezes. Quando não sou fel. E não acho a menor piada a entradas destas. Ou por outra. A investidas estúpidas.
Olhando as palmeiras à minha frente senti-me simplesmente mulher. Que pode suscitar uma energia boa, num qualquer desconhecido. E que devolvida, contagia. E toca.
Cantada ou não, devo dizer que não chega a ser uma questão!
Foi um episódio. Curioso.
m.c.s.
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