Ontem já passou. Não podemos voltar atrás.
A chuva vem amanhã.
O dia certo para sermos felizes é Hoje.
Porque Hoje é o dia mais importante das nossas vidas.
Presente...de Deus.
m.c.s.
terça-feira, 21 de junho de 2016
a língua do povo
Não percebo, não me convence, não morro de amores por os ditos e mexericos deste povo.
Tanto idolatram até à loucura como odeiam até à outra face da mesma loucura.
A loucura está sempre presente quando se trata do que se espera do outro. Já cada um, pouco faz para a vitória da sua própria vida. E como se desculpa sempre dos seus próprios erros e fracassos encontrando culpados em terceiros...
Serei eu que estou errada? Sem qualquer segunda intenção ou qualquer espécie de arrogância me questiono.
Já li tanto por aqui sobre a selecção nacional e Cristiano Ronaldo e eu nem sou fã de Ronaldo nem da selecção, que só me apetece dizer a estas criaturas que expelem tanto ódio para com pessoas de quem exigiram picos gigantes de alegria e orgulho,
- Eh pá vão dar banho ao cão, meu! E sejam coerentes e inteligentes. Onde é que leram que eram favas contadas?
Os jogos do Europeu são jogados por equipas a sério. Não é ali o clube do bairro, boa? Dahhhhhhhh...
Bora lá olhar para dentro de casa?!
sabor a verão
Beijos na boca
Abraços
E amassos...
Tem toque
perfume
sabor
de verão
Faz estreitar os laços
E cócegas no coração.
m.c.s.
Abraços
E amassos...
Tem toque
perfume
sabor
de verão
Faz estreitar os laços
E cócegas no coração.
m.c.s.
solidões
Quando duas solidões se encontram deixam de ser solitárias para serem solidárias.
Digo eu, só, a ser optimista.
m.c.s
Digo eu, só, a ser optimista.
m.c.s
o pensamento d' hoje
Se a vida é um risco que a gente gosta de correr,
vamos arriscar nos caminhos que nos fazem viver...
m.c.s
vamos arriscar nos caminhos que nos fazem viver...
m.c.s
domingo, 19 de junho de 2016
ao domingo...
Ao domingo o sino chama
a lembrar o santo dia
Que Alegria!
É no domingo que se engalana
Aquele que muito ama
a vida e sua energia...
m.c.s.
a lembrar o santo dia
Que Alegria!
É no domingo que se engalana
Aquele que muito ama
a vida e sua energia...
m.c.s.
de mão beijada
Os sonhos não se dão.
Os pensamentos não se emprestam.
Os poemas não se devolvem.
E as histórias não se vendem. A minha história...
Talvez por isso, ainda não a tenha entregue de mão beijada.
m.c.s.
Os pensamentos não se emprestam.
Os poemas não se devolvem.
E as histórias não se vendem. A minha história...
Talvez por isso, ainda não a tenha entregue de mão beijada.
m.c.s.
terça-feira, 14 de junho de 2016
ausências
foto do google
As ausências doem infinitamente mais que a distância.
Por isso vou. No pensamento.
Por isso o sonho. De as fazer presentes.
Por isso encurto-as.
Por isso tento...
m.c.s.
As ausências doem infinitamente mais que a distância.
Por isso vou. No pensamento.
Por isso o sonho. De as fazer presentes.
Por isso encurto-as.
Por isso tento...
m.c.s.
conselho a Santo António
Diz que és casamenteiro
Santo António de Lisboa
Não queiras ser o primeiro
A acabares com a vida boa
De quem se quer enforcar
À tua responsabilidade
Abre o olho; não os deixes casar
Pois juízo não tem idade...
E se depois te culparem
E à vida, se não correr bem
Deixa-os as mãos sujarem
E gritarem pela mãe
Para o que der e vier
Que a tua bênção te peça
Santo António, quem quiser
Mas mais pedidos?! Esqueça...
m.c.s.
Santo António de Lisboa
Não queiras ser o primeiro
A acabares com a vida boa
De quem se quer enforcar
À tua responsabilidade
Abre o olho; não os deixes casar
Pois juízo não tem idade...
E se depois te culparem
E à vida, se não correr bem
Deixa-os as mãos sujarem
E gritarem pela mãe
Para o que der e vier
Que a tua bênção te peça
Santo António, quem quiser
Mas mais pedidos?! Esqueça...
m.c.s.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
sexta-feira, 10 de junho de 2016
flor
Que importa a flor do jacarandá,
lilaz e perfumada,
se encontro no prado, papoilas,
vermelhas, viciantes e sedutoras?!
No jardim bucólico não cresce a flor do campo.
Nem se alegra, espontânea e livre.
Não se colhe nem se prende.
Não se arranca da raiz...
Que importa o tempo e a espera,
se a vida nasce e segue a cores,
na tela de pintor e nos versos de poeta?!
Quero ser flor.
E ser pintura.
E ser poema.
Não importa a cor.
Simplesmente flor...
m.c.s. ( foto do meu olhar )
lilaz e perfumada,
se encontro no prado, papoilas,
vermelhas, viciantes e sedutoras?!
No jardim bucólico não cresce a flor do campo.
Nem se alegra, espontânea e livre.
Não se colhe nem se prende.
Não se arranca da raiz...
Que importa o tempo e a espera,
se a vida nasce e segue a cores,
na tela de pintor e nos versos de poeta?!
Quero ser flor.
E ser pintura.
E ser poema.
Não importa a cor.
Simplesmente flor...
m.c.s. ( foto do meu olhar )
domingo, 22 de maio de 2016
ser feliz
Ser feliz é querer
Não se perde nem se encontra
Não se compra
Ser feliz é deixar nascer
Deixar florir
É ir...
m.c.s.
Não se perde nem se encontra
Não se compra
Ser feliz é deixar nascer
Deixar florir
É ir...
m.c.s.
salvação
Só o amor faz o coração bater
Só esse impulso nos faz caminhar...
Quisera eu,
Ter asas e poder viver
Entre o céu, a terra e o mar
E voar...
Num segundo morrer no teu ser
E noutro ressuscitar
Nesse momento ser-te o prazer
E no outro a mim regressar
Só o amor nos faz entender
Só esse querer nos faz acreditar...
m.c.s.
Só esse impulso nos faz caminhar...
Quisera eu,
Ter asas e poder viver
Entre o céu, a terra e o mar
E voar...
Num segundo morrer no teu ser
E noutro ressuscitar
Nesse momento ser-te o prazer
E no outro a mim regressar
Só o amor nos faz entender
Só esse querer nos faz acreditar...
m.c.s.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
amar é
Amar é voltar atrás porque tu estás lá;
quando os cépticos dizem que para a frente é que é o caminho.
Amar é estares em todos os caminhos...
m.c.s.
quando os cépticos dizem que para a frente é que é o caminho.
Amar é estares em todos os caminhos...
m.c.s.
sábado, 14 de maio de 2016
vagabundeando-me
Sentada num banco de pedra - aquele, do tempo do uauê, meu amigo e confidente, parceiro de castelos no ar, na areia e onde calhar, suspiros de além mar, sonhos mais atrevidos;
Aquele, minha fantasia tomando forma de lugar dileto no pensamento vagabundo que se recolhe quando é de se resguardar; que se expõe quando é de se atrever;
Sentada nesse banco que me escolheu, lugar recatado de mim, os pensamentos atropelam o silêncio dos deuses e parece querem falar coisas que eu não sei dizer, não são de dizer ou confessar, nem a boca sabe guardar. E calar...
Anarquista das ideias desconsigo dar ordem no impulso de os travar. Ou na escolha de os deixar soltar.
Espectadora de mim mesma, nem bem nem mal, assim-assim dos dias entediantes, mal dormidos, mal vividos, assisto no banco escolhido, que me escolheu, acolheu e acolhe, à chuva das ideias, palavras, frases e poemas, toda uma gramática procurando se expressar, bailarinos gestos de mim, anseios aos gritos, que hei-de abraçar.
Tudo isto, entre aspas a embelezar, vírgulas a encaminhar, reticências exageradas, exclamações sorridentes, nenhumas interrogações e na voz que a alma tem, enquanto se vagabundeia entre pensamentos insolentes;
Tudo isso - porque, sentada num banco de pedra, o coração se amolece, se aquieta, se fortalece e se junta aos pensamentos libertinos, à voz confessa, mal esperando para se libertar; e com as letras todas que o vocabulário tem, dizer que se reconhece, mais que nesse diz que disse, chamado recatado pudor, no exaltado, intrépido e vagabundo amor...
m.c.s.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
recomeços
Recomeços são laços que deixámos desatados no tempo.
Mas não esquecidos.
São secreta esperança sem hora certa. Para a sua ressurreição.
Para voltar a enlaçá-los, no coração.
Recomeços?! São feitos de fé no amor...
m.c.s.
Mas não esquecidos.
São secreta esperança sem hora certa. Para a sua ressurreição.
Para voltar a enlaçá-los, no coração.
Recomeços?! São feitos de fé no amor...
m.c.s.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
( des )Encontros
Destinos cruzados
Num minuto se tanto...
Rostos sorrindo
Outros em pranto
Gente partindo
Gente chegando
Gente sonhando...
Encontros cruzados
Destinos adiados...
m.c.s.
Num minuto se tanto...
Rostos sorrindo
Outros em pranto
Gente partindo
Gente chegando
Gente sonhando...
Encontros cruzados
Destinos adiados...
m.c.s.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
amar
Quanta beleza existe
No olhar da mulher que ama...
Acende-se a luz nessa chama
E apaga tudo o que é triste
Quanta entrega ela faz
quando sorri docemente
oferece-se pura semente
ao amado, carente de paz
Quanta alegria, ao tocar
a alma que sorri feliz,
no silêncio com que diz
Que o amor é para amar...
m.c.s.
No olhar da mulher que ama...
Acende-se a luz nessa chama
E apaga tudo o que é triste
Quanta entrega ela faz
quando sorri docemente
oferece-se pura semente
ao amado, carente de paz
Quanta alegria, ao tocar
a alma que sorri feliz,
no silêncio com que diz
Que o amor é para amar...
m.c.s.
sábado, 7 de maio de 2016
hoje chamei-me duchesse
Eu pecadora me confesso...
Foi o 2.º pecado desta semana.
Uma boa média.
Hoje foi em nome do encontro, da família e do bem estar.
Do relax e das recordações.
Da chuva na rua.
Em nome do aconchego.
A escolha é óbvia. Já quando andava no liceu, eu e a minha amiga Suzette, descíamos as escadas a correr; e em ânsias e taquicardias, tentávamos a meta, ou seja, a cantina onde a dona São vendia os bolos num tabuleiro de madeira, gigante, antes que as outras lá chegassem primeiro, para garantirmos o duchesse. Na falta, o russo, na falta a torta; e ou, os rissóis de camarão.
Hoje chamei-me, chamei-o duchesse.
Eu pecadora me confesso...mas não me arrependo.
Porque é tão bom pecar, como que chegar ao céu, por uma coisa doce! Sobretudo quando lutamos contra um dia meio amargo...
m.c.s.
e eu fui...
...disseram-me que me levavam. À terra dos doutores, dos poetas e dos estudantes que queriam ser doutores. Das serenatas e do Mondego. Da boa e da má vida.
...disseram que me levavam. A ver a minha mãe. Que jazia numa cama de hospital, na terra da morte, também.
Tantos sustos já nos dera. Tanta taquicardia me fizera, já tantas tinham sido as vezes, de camas de hospitais, de médicos e enfermeiras, de sinas lidas a futuros pouco optimistas...
Já tanta alegria a findar-se, tanto sorriso em caretas, tanto olhar perdido, no silêncio da sua resignação...
E eu. E nós. E ela, ali internada, numa cama de hospital duma terra longe, a norte, mais perto da dela, uma terra que eu gostava...
... disseram-me que me levavam. A ver a minha mãe.
Era o dia dela. No calendário. Era O Dia da Mãe. Domingo, 7 de Maio.
E eu fui. Era a minha mãe. Era a sua filha. Era ela muito doente. Aquele dia era nosso e todos os outros também. Mas aquele... era o dia dela e de todas as mães...
Ela era tão jovem. Tão jovem eu era!
Tinha apenas 32 anos. E pânico de a perder. E entre angústia e dor, vi-a pela última vez.
Depois, dois dias depois, partiu para esse eterno sempre onde se encontra e onde a hei-de encontrar...
silenciosamente poetando
Tenho em mim o virgem silêncio das palavras por dizer.
Com ele farei um poema. A declamar.
Entre sons e tons de voz calada.
De alma exaltada,
numa primeira vez...
m.c.s.
Com ele farei um poema. A declamar.
Entre sons e tons de voz calada.
De alma exaltada,
numa primeira vez...
m.c.s.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
entrega
Onde estão as cerejas que hei-de comer?
Onde está o tempo que se há-de dar
ao tempo de cor e grato viver?
Onde me aquieto dessa dor de esperar
enquanto me anseio em desusado prazer?!
Ainda (a)guardo o sabor doce das cerejas,
que de memória,
a boca ávida deseja...
e se entrega
às promessas do tempo e da glória.
m.c.s.
Onde está o tempo que se há-de dar
ao tempo de cor e grato viver?
Onde me aquieto dessa dor de esperar
enquanto me anseio em desusado prazer?!
Ainda (a)guardo o sabor doce das cerejas,
que de memória,
a boca ávida deseja...
e se entrega
às promessas do tempo e da glória.
m.c.s.
quinta-feira, 5 de maio de 2016
pensamentando-me
Acordei num desejo absurdo de ser-me eterna.
E de te ser - um instante - que toque a eternidade.
m.c.s.
E de te ser - um instante - que toque a eternidade.
m.c.s.
já a formiga tem catarro
No metro da linha azul. Eu. E algumas dezenas na carruagem. Fazendo o percurso para o Terreiro do Paço, em dia de Mãe.
À volta, mães e filhas ( mais que muitas). Estas, adolescentes. Invariavelmente entediadas. Outras, mais crescidas e igualmente enfadadas. As mães, imperturbáveis.
Ao meu lado, uma rapariga grávida. À minha frente mãe e filha. Mãe jovem.
Filha de tenra idade. Não mais de três anos.
Acabada de me sentar, ouvi,
- Chama-se Vitória? Olhando a pequenita e com a mão acariciando a barriga ( como as grávidas fazem instintivamente ). A minha bebé vai chamar-se Vitória.
A outra - Que giro! Não há muitas. Na escola é a única. Quando nasce?
- Em Agosto, disse a futura mamã.
A outra - Vai ser Leão.
- O pai também é. Eu sou Virgem.
A outra - O pai da Vi também é. Eu sou Escorpião.
- Eu sou Sporting! diz a pequena Vitória.
P.S. Fiquei a pensar na pequena Vitória. No Sporting e em premonições. Quis bater com os nós dos dedos na madeira mas o metro é todo em aço. Então agarrei-me à ideia de que nem tudo é perfeito. Não estava na linha verde. Mas na azul, o que por si só não constitui perigo. E depois a linha que mais gosto é a que me leva para o aeroporto. E me traz de volta a casa. A vermelha. Bem como a amarela, o que nem por isso me desespera)
chove
Chove a manhã triste e abortada
Neste chove não molha que não me dá nada
Não fora o sol inventado - bóia de salvação
E choveria a jorros no meu coração...
m.c.s.
Neste chove não molha que não me dá nada
Não fora o sol inventado - bóia de salvação
E choveria a jorros no meu coração...
m.c.s.
terça-feira, 3 de maio de 2016
caminhando
Caminho-te estrada de mil mundos, passeando os olhos no pormenor.
Caminho-te caminhos abertos à imagem de luz.
Ao som. E ao prazer.
À descoberta. Ao saber...
Caminho-te becos calados, ruelas estreitas, colinas, tradição.
Céu e rio, primavera.
Caminho-te com disfarçada paixão.
Caminho-te coração...
m.c.s.
quinta-feira, 28 de abril de 2016
sorrir
...diz que faz rugas de expressão,
mas eu afirmo
sem qualquer provocação
que o sorriso desenruga a alma
e rejuvenesce o coração
m.c.s.
mas eu afirmo
sem qualquer provocação
que o sorriso desenruga a alma
e rejuvenesce o coração
m.c.s.
o sorriso
Nasce da ternura da alma
Do agrado dos olhos
Do gesto do outro
Da pureza
Do fascínio
Também da beleza
O sorriso...
Que chega, do prazer do corpo
Da satisfação
E permanece recorrente
Nos nossos sentidos
Na emoção...
m.c.s ( Dia Mundial do Sorriso )
Do agrado dos olhos
Do gesto do outro
Da pureza
Do fascínio
Também da beleza
O sorriso...
Que chega, do prazer do corpo
Da satisfação
E permanece recorrente
Nos nossos sentidos
Na emoção...
m.c.s ( Dia Mundial do Sorriso )
quarta-feira, 27 de abril de 2016
amar-me
Embalam-me as vozes
do sol e mar
Cantam-me as manhãs claras,
o seu trinar
E arrepia-me a pele, a brisa gelada
Acorda a alma, ao dia feliz
- Amar-me para ser amada -
É o que o destino me diz...
m.c.s.
do sol e mar
Cantam-me as manhãs claras,
o seu trinar
E arrepia-me a pele, a brisa gelada
Acorda a alma, ao dia feliz
- Amar-me para ser amada -
É o que o destino me diz...
m.c.s.
fé
Sou tão pedinchona, que posso até ficar de boca fechada, silenciosa, muda, para o mundo, mas não me calo para Deus. Estamos sempre na conversa. Num tu cá, tu lá, alto e bom som, para o caso de não ser ouvida. Na pedincha.
E não é que Ele me ouve? Quando não me manda calar a ver se ganha tempo e espaço para me brindar com algumas bênçãos.
m.c.s.
só por isso tanto...
Só porque me fazes sorrir,
te quero na minha expressão...
Só porque te gosto,
te quero no meu coração...
Só porque te sinto saudade
Te quero na minha eternidade...
m.c.s.
te quero na minha expressão...
Só porque te gosto,
te quero no meu coração...
Só porque te sinto saudade
Te quero na minha eternidade...
m.c.s.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
(i)mortal
Às vezes, está numa melodia,
num sorriso,
num beijo,
numa intenção,
um presente chegado do céu.
E então dá-se o milagre
( jorram-me em cascata, fonte d' água pura,
uma lágrima, duas, três )
que me renasce emoção,
coração,
ressurreição
e me sussurra ser o mundo eternamente meu...
Liberta, me dispo de qualquer mal
e faço de mim, por um segundo,
mais que mortal, imortal...
m.c.s.
num sorriso,
num beijo,
numa intenção,
um presente chegado do céu.
E então dá-se o milagre
( jorram-me em cascata, fonte d' água pura,
uma lágrima, duas, três )
que me renasce emoção,
coração,
ressurreição
e me sussurra ser o mundo eternamente meu...
Liberta, me dispo de qualquer mal
e faço de mim, por um segundo,
mais que mortal, imortal...
m.c.s.
fosses tu...
Fosse só o inverno
A tempestade
A lágrima gelada...
Fosse só a distância
A insónia continuada
A música desvalida
Ou o poema inacabado...
Fosse só a ilusão adormecida
A ausência
E o silêncio
E tudo isso eu riscava
Que o meu querer pode muito mais...
Fosses tu por entre os versos
Abrindo os braços ao sonho
e beijando-me
Em rimas ousadas
De versos de amor,
e pura poesia te chamaria
E com mestria
nela me gravava sem pudor ...
m.c.s.
A tempestade
A lágrima gelada...
Fosse só a distância
A insónia continuada
A música desvalida
Ou o poema inacabado...
Fosse só a ilusão adormecida
A ausência
E o silêncio
E tudo isso eu riscava
Que o meu querer pode muito mais...
Fosses tu por entre os versos
Abrindo os braços ao sonho
e beijando-me
Em rimas ousadas
De versos de amor,
e pura poesia te chamaria
E com mestria
nela me gravava sem pudor ...
m.c.s.
terça-feira, 19 de abril de 2016
sexta-feira, 15 de abril de 2016
desejo
Espero as cerejas e o sol
Os jacarandás
Os dias mornos
E a paz
A brisa perfumando as manhãs
A coroa imperial
E o sabor das romãs
Espero o beijo
Coroado de prazer
Néctar
Poema para sorver
E a emoção
Nos sentidos a ferver
Bombeando o coração
Nesta estranha falta
Nesta doce espera de ti...
m.c.s.
Os jacarandás
Os dias mornos
E a paz
A brisa perfumando as manhãs
A coroa imperial
E o sabor das romãs
Espero o beijo
Coroado de prazer
Néctar
Poema para sorver
E a emoção
Nos sentidos a ferver
Bombeando o coração
Nesta estranha falta
Nesta doce espera de ti...
m.c.s.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
ilusão
Se a alma necessita,
poisar o olhar no horizonte,
o mar é o caminho.
Se o corpo pede calma;
e paz,
o coração,
a onda beijando a praia,
devagarinho,
me oferece essa ilusão...
m.c.s.
poisar o olhar no horizonte,
o mar é o caminho.
Se o corpo pede calma;
e paz,
o coração,
a onda beijando a praia,
devagarinho,
me oferece essa ilusão...
m.c.s.
domingo, 10 de abril de 2016
a notícia
Tenho a televisão na SIC Notícias.
A quantidade de vezes que hoje ouvi a notícia do quadro sobre o nu de Trump, proibido nos EUA, agora exposto em Galeria de Londres, bem como da polémica, porque a criatura foi pintada como Deus a deitou ao mundo, ou seja nuazinha e com a sua intimidade ( pequenina ) tão exposta, foi tanta e ainda nem estamos a meio do dia, que já estou para lá de Bagdad, num enjoo que vai lá vai. Também não é para menos. À figura de tal anatomia...
Nada contra a pintora llma Gore, de apenas 24 anos, mas com talento e arte para a coisa, tudo contra a notícia repetitiva.
Ah! Completamente a favor da proibição da exposição do quadro. Do Trump. Não só nos EU. Também em Londres. Em qualquer parede deste mundo.
Não. Mil vezes não a esta figurinha ridícula. Em modo nu, com genitais à mosta.
Genitais? Aonde? Ofereçam uma lupa por favor. Não a mim. A quem quiser observar. Porque eu não estou nem aí para ver misérias. Acho mesmo muito bem esse quadro não estar exposto. Ninguém merece olhar esse Trumpa. Perdão.
Esse Trump. Que fala, fala, fala, mas não tem conteúdo e é só para se compensar...
m.c.s.
um panamá
Desde a semana passada que ando aos papéis.
E o sol a fazer-me mal à moleirinha.
Já cá me dera um panamá...
m.c.s.
E o sol a fazer-me mal à moleirinha.
Já cá me dera um panamá...
m.c.s.
de mim...
De mim pouco resta do que já foi belo.
As rugas tomaram assento.
As manchas se evidenciaram.
Os cabelos branquearam.
E a pele se tornou flácida.
Os músculos não resistiram à dureza dos dias.
As costas se curvaram ao peso da idade,
das ausências e perdas, da solidão e das amarguras.
E até a memória se ausenta nos hojes;
se alongando apenas no antigamente.
Que já passou e não interessa nada.
De mim pouco resta do que já foi belo.
Olhar seguro.
Palavra certa.
Gesto correcto.
Passo encaminhado.
Curiosidade apaixonada.
Descoberta entusiasmante.
Ideia inconformada.
Hoje apenas o coração me diz que siga em frente.
Que não está doente, senão de tanto querer.
De tanto sonhar.
De tanto amar.
De mim, resto eu...
m.c.s.
As rugas tomaram assento.
As manchas se evidenciaram.
Os cabelos branquearam.
E a pele se tornou flácida.
Os músculos não resistiram à dureza dos dias.
As costas se curvaram ao peso da idade,
das ausências e perdas, da solidão e das amarguras.
E até a memória se ausenta nos hojes;
se alongando apenas no antigamente.
Que já passou e não interessa nada.
De mim pouco resta do que já foi belo.
Olhar seguro.
Palavra certa.
Gesto correcto.
Passo encaminhado.
Curiosidade apaixonada.
Descoberta entusiasmante.
Ideia inconformada.
Hoje apenas o coração me diz que siga em frente.
Que não está doente, senão de tanto querer.
De tanto sonhar.
De tanto amar.
De mim, resto eu...
m.c.s.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
o Padre Luís partiu :( ...
Vi agora. Li agora. " O Funeral do "meu" Anjo da Guarda (Padre Luís Salvan) é amanhã (quinta-feira, 07 de Abril de 2016), às 10:00 h (de Itália, e às 09:00 h de Portugal. Do Convento do Frades Capuchinhos de Conegliano irá para o Cemitério de S. José, em Conegliano (Treviso (Véneto (Itália))), para o Descanso Eterno..."
O Padre Luís partiu.
E não pude deixar de me arrepiar à notícia. E não impedi uma lágrima de brilhar no meu olhar. E um aperto no meu coração. E não pude evitar um Ohhhh! Coitadinho...
Mas não. O Padre Luís não foi um coitadinho, não. Viveu nas suas escolhas. Dedicou-se à religião, à fé e às pessoas. Viveu feliz.
Faz parte da vida de muita gente. De muitos paroquianos. De muitos casais. De muitas meninas e meninos que hoje têm a minha idade. E por ele foram tocados.
O Padre Luís, faz parte do imaginário de angolanos e portugueses que viveram em São Paulo, Bairro Operário, Bairro do Cruzeiro, Maculusso, Ingombotas, Vila Clotilde, Vila Alice, Caop, Marçal, Sambizanga, Cuca. E de todos os que com ele privaram dos mais variados bairros de Luanda.
O Padre Luís era um homem abençoado por Deus, rosto de anjo e voz de santo. Que espalhava a fé e o bem.
Dele recordo-me, recordo-o, era eu muito pequena. Aluna do colégio. Da primeira classe ( 6 anos ). Todas as semanas lá ia para uma aula de catequese. Distribuía santinhos ( preciosos para mim ) e pregava a religião. O bem. A fé. Fantasiava, embelezando as palavras e tornando-as mais fascinantes. Fascinava-me com a sua voz e o encanto da cor dos seus olhos. E das suas vestes castanhas de capuchinho. Dele, sei a história do Pinóquio contada pela primeira vez. Passeando-se pelas carteiras, entre alunos completamente conquistados por um padre que dava vida a um boneco de madeira mentiroso. A cada semana se movia com leveza por entre nós, espalhando a fantasia de histórias de encantar.
Quando teria talvez 12 anos e já com a 1.ª comunhão feita era a ele que me confessava, aos domingos e dias santos. Na Igreja de São Paulo. Conhecia-me de ginjeira e sabia sempre aplicar-me a devida penitência aos pecados, iguais, de semana a semana - Disse palavras impróprias ( asneiras ), desobedeci, menti aos meus pais e fui mal educada. Fiz partidas. Discuti, bati nos meus colegas - Ele, por entre a rede que nos separava, sorria, chamava-me - minha filha - mandava-me rezar o acto de contrição e aplicava-me a dose certa para uma semana de arrependimento.
Baptizou a minha irmã caçula quando eu tinha 14 anos. Vi-o casar muita gente das minhas relações. Assisti a muitas cerimónias. Procissões e funerais a que presidia. Cruzava-me com ele na rua. Sempre me sorria e falava.
Há cerca de 25, 30 anos encontrei-o em Fátima. Tinha vindo a Portugal de propósito, para o encontro dos retornados, que acontecia ( não sei se ainda acontece ) no primeiro domingo do mês de Setembro. Estava rodeado de pessoas de Luanda que o acarinhavam. Fiquei tão feliz por voltar a vê-lo! Que só repetia - Padre Luís, padre Luís! É mesmo o senhor? Cumprimentei-o com um abraço apertado e dois beijos. Ele agarrou-me nas mãos e sorriu-me, como o fizera quando eu tinha seis anos. Quando me confessava ou dizia a missa, poisando o olhar bondoso em mim e em todos nós, que ali íamos. Disse-me que estava em Roma. E fez festas na cabeça dos meus filhos.
Abençoou-me com o sinal da cruz na minha testa; e eu voltei para casa segura que Deus tinha passado por mim e se detivera para me abençoar.
Nunca mais o vi. Nunca mais dele soube. Até este momento.
Foram muitos os textos em que dele falei. A cada Natal. A cada Páscoa. A cada lembrança do meu passado de criança estudante. A cada viagem a Luanda e à igreja de São Paulo. A cada confessionário e altar. A cada missa. A cada missionário. A cada história. A cada Pinóquio...
Morreu um homem de bem. Que representava com honestidade e dedicação, a Igreja. Morreu mais um elo ao meu passado, à minha terra, à minha infância, ao meu catolicismo.
Morreu mais uma doce lembrança do meu imaginário...
O seu eterno descanso e paz à sua alma.
amanhecendo-me
Amanhecendo-me...
Entre janelas abertas,
asas
e as cores da manhã...
Há dias assim
Entre voos
e a leveza
d' um regresso a mim...
m.c.s.
Entre janelas abertas,
asas
e as cores da manhã...
Há dias assim
Entre voos
e a leveza
d' um regresso a mim...
m.c.s.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
liberdade
Não é o mapa que me encaminha,
me espera,
me aproxima
Ideia, de soltar amarras de sina pequena
mostrando-me o seu espaço
Linha, traço
Contornos para navegar
Pelo lugar
Onde a primavera se esconde
Perde o nome
E o gosto de se espraiar
Não é rasgando os dias dados
Futuros iguais a passados
Mil pedaços em papel
Preço
Endereço
Versos
E destino a acompanhar
Que determina o caminho
No esboço
No ensaio d' ave a voar
Asas
Penas
Desejo de céu rasgar
Alastrar
Terreno, terreiro, oráculo
Divindade a governar
Previsão...
Só à lei do coração
Me rendo e vou
Na liberdade de ir e vir
E a mim regressar
m.c.s.
me espera,
me aproxima
Ideia, de soltar amarras de sina pequena
mostrando-me o seu espaço
Linha, traço
Contornos para navegar
Pelo lugar
Onde a primavera se esconde
Perde o nome
E o gosto de se espraiar
Não é rasgando os dias dados
Futuros iguais a passados
Mil pedaços em papel
Preço
Endereço
Versos
E destino a acompanhar
Que determina o caminho
No esboço
No ensaio d' ave a voar
Asas
Penas
Desejo de céu rasgar
Alastrar
Terreno, terreiro, oráculo
Divindade a governar
Previsão...
Só à lei do coração
Me rendo e vou
Na liberdade de ir e vir
E a mim regressar
m.c.s.
a bofa à ministro
Aviso a navegação (in)culta (?), que a partir de agora não aturo madurezas.
Ah... porque tal e coiso e coiso e tal, parece mal reagir. É falta de educação. De nível. É baixaria resvalar o pé para o chinelo... ou a mão para a lambada.
Como é que é? Depois da coisa ter ido do alto nível para o brejo, também eu, sim, eu, que gosto pouco de me pôr travão às indelicadezas, grosserias e outras miudezas a mim dirigidas; de assobiar para o lado às insinuações, acusações e outras orquestrações, de fingir-me de morta a dedos apontados ou mesmo risinhos e piscadelas de olhos, eu, maria clara das dores, que não sou pessoa de encanar a perna à rã, nunca mais engulo sapos em nome dos bons costumes e das boas maneiras. E não me venham com tretas de ser obrigatório saber ser uma senhora.
A partir de agora senhores, cada desaforo, meia dúzia de bofas. A que chamarei - A BOFA À MINISTRO!
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