Vieste com a Primavera.
E fizeste-te (me )Verão.
m.c.s.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
mote (2)
Muda a hora, muda tudo,
Ou muda pouco
Um quase nada,
Na manhã que amanheceu há muito
Foram lágrimas, perdas, vazios
Escorrendo das mãos abertas
Na pressa do acordar
No medo do dia matar, em falta
Foram cardos, espinhos, rosas falsas
Um inverno frio e somado
Restos de má memória
Apelos , desejos de uma boa história
Que não quero mudar
Muda a hora e algo tem de mudar
Nesse meu desencantar...
Inspiro o sol da manhã
Aromas e cores, sabores da primavera
A reavivar, a insistir,
A espalhar
Exalo perfumes vários,
Nesta manhã que me amanheceu mais tarde
A tempo, ainda, de me despertar
A tempo de te olhar
Te sorrir e te confessar
Segredos que já conheces
Que sinto que os mereces
Porque vives no meu despertar
Amanheceste em mim desde que a hora mudou
Como o tempo voou
Só por eu te amar...
m.c.s.
Ou muda pouco
Um quase nada,
Na manhã que amanheceu há muito
Foram lágrimas, perdas, vazios
Escorrendo das mãos abertas
Na pressa do acordar
No medo do dia matar, em falta
Foram cardos, espinhos, rosas falsas
Um inverno frio e somado
Restos de má memória
Apelos , desejos de uma boa história
Que não quero mudar
Muda a hora e algo tem de mudar
Nesse meu desencantar...
Inspiro o sol da manhã
Aromas e cores, sabores da primavera
A reavivar, a insistir,
A espalhar
Exalo perfumes vários,
Nesta manhã que me amanheceu mais tarde
A tempo, ainda, de me despertar
A tempo de te olhar
Te sorrir e te confessar
Segredos que já conheces
Que sinto que os mereces
Porque vives no meu despertar
Amanheceste em mim desde que a hora mudou
Como o tempo voou
Só por eu te amar...
m.c.s.
a propósito...
O amor vinga e cresce. Suficienta-se.
O reflexo é cenário. Ornamentação.
O Amor não precisa de pergaminhos porque é eterno enquanto se bastar.
m.c.s.
O reflexo é cenário. Ornamentação.
O Amor não precisa de pergaminhos porque é eterno enquanto se bastar.
m.c.s.
naturaliza-te
Se queres fazer parte integrante da Natureza, desperta com ela.
Como os pássaros, irás cantar.
Como os ambiciosos, irás voar.
Como os audaciosos, irás sonhar.
Se queres fazer parte da festa que a natureza te dá, acorda para a vida.
Naturaliza-te...
sexta-feira, 27 de março de 2015
fosse eu...
Se eu fosse um albatroz,
hoje,
iniciava o voo rasante, para poiso incerto.
Provável. Ou certo.
Mas voava...
Ao sabor do vento, do tempo de acalmia. A favor.
Da nostalgia...
Fosse eu um albatroz...
Não sou um albatroz...
Mas voo nas asas que a inspiração me permite sonhar.
Na rota do amor. E do desafio que é, assim voar.
m.c.s.
hoje,
iniciava o voo rasante, para poiso incerto.
Provável. Ou certo.
Mas voava...
Ao sabor do vento, do tempo de acalmia. A favor.
Da nostalgia...
Fosse eu um albatroz...
Não sou um albatroz...
Mas voo nas asas que a inspiração me permite sonhar.
Na rota do amor. E do desafio que é, assim voar.
m.c.s.
pensamentando-me
O passado somos nós a vazar o pensamento e o coração, do que nos transborda.
O presente é o que cabe nesse lugar.
m.c.s.
O presente é o que cabe nesse lugar.
m.c.s.
quinta-feira, 26 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
a posse
A posse do amor " fora de comas "
O amor não se pede. Não se exige. Não se impõe.
O amor é um tempo meu. Responsabilidade minha.
De mais ninguém.
O amor é egoísta porque mora no meu coração e não no teu.
Tornei-o meu e nem tu o podes roubar.
Digo eu possessiva desse amor que te tenho. E fazendo-te refém em mim, nesta estranha posse de te amar.
m.c.s.
saudade
Se a saudade me tocasse, a abraçaria mil vezes.
Grata. Por me aconchegar na nostalgia do que foi mas não é.
Do que nem foi. Do que há-de ser, se for. Do que pode nunca ser.
E se a saudade falasse teria uma palavra a dizer e eu seria toda ouvidos.
Seria um parágrafo. Uma estrofe. Um ponto de interrogação ou reticências.
Seria um poema, o mais belo poema a inventar, só para to oferecer.
E um livro. Aquele livro que um dia lerei, lerão, numa saudade sem fim, numa grande exclamação...
Se a saudade partisse eu lhe pediria para partir também.
Para morar nos sonhos teus. No teu olhar, na tua voz, nas tuas mãos.
Para não me dizeres adeus.
Porque se a saudade me abandonasse ia ficar um vazio que não aceito nem sei preencher. Feito de nadas.
Maior do que não me leres, não me ouvires, não falares.
Não estares.
Tenho saudade de ti...
sobre o amor
Amar é saber desenhar o sol com o coração;
pintá-lo das cores que a memória conhece.
E reinventá-lo nos dias de inverno.
m.c.s.
pintá-lo das cores que a memória conhece.
E reinventá-lo nos dias de inverno.
m.c.s.
na memória
Não quero cerrar os olhos.
Não quero quedar-me muda. E surda.
Nem esquecer as palavras.
Não sei ficar zangada.
Não sei acumular ódios. oria
Ignoro a indiferença.
Não gosto de sinais proibidos.
Não gosto de ruas sem saída.
Nem lugares sem volta.
Não gosto de cortar pela raiz.
Do que gosto mesmo é de olhar para trás e ver-te lá.
Na memória.
E sorrir-te...
m.c.s.
Não quero quedar-me muda. E surda.
Nem esquecer as palavras.
Não sei ficar zangada.
Não sei acumular ódios. oria
Ignoro a indiferença.
Não gosto de sinais proibidos.
Não gosto de ruas sem saída.
Nem lugares sem volta.
Não gosto de cortar pela raiz.
Do que gosto mesmo é de olhar para trás e ver-te lá.
Na memória.
E sorrir-te...
m.c.s.
opção
Esta noite vou dormir no sofá.
Porque se me deito na cama, roubas-me o sono;
invades-me o sonho; tomas-lhe a posse por usucapião.
m.c.s.
Porque se me deito na cama, roubas-me o sono;
invades-me o sonho; tomas-lhe a posse por usucapião.
m.c.s.
à procura de respostas
Pergunto-me se as minhas palavras sou eu.
E a resposta surge simples. De repente...
Sinto-te com o coração, as palavras que te tenho, na mente.
E a resposta surge simples. De repente...
Sinto-te com o coração, as palavras que te tenho, na mente.
m.c.s.
domingo, 22 de março de 2015
uma questão de amor
Cada vez mais, amo. Fugindo do lugar comum.
Cada vez mais, amo. Ocupando os lugares da ausência e da indiferença.
Cada vez mais, amo. Porque a diferença e a singularidade só sobrevivem se forem rodeadas de amor.
Não quero ser uma ilha...
m.c.s.
Cada vez mais, amo. Ocupando os lugares da ausência e da indiferença.
Cada vez mais, amo. Porque a diferença e a singularidade só sobrevivem se forem rodeadas de amor.
Não quero ser uma ilha...
m.c.s.
sábado, 21 de março de 2015
apelo
Transmuta-te.
Do voo mais alto e longe da águia
ao voo rasante do albatroz
Nem que seja só uma, única, derradeira vez
Que eu, eu juro-te,
nesse dia estarei contigo
No voo mais alto da minha inspiração
No mais livre poema do meu coração
m.c.s.
sonho
Já tenho o sol mais tempo no olhar.
E na pele, o perfume das flores do campo.
As papoilas não tardam a desabrochar nas telas.
E as tardes recusam partir, nas horas d' um relógio invernoso.
Pressinto as andorinhas chegando. E contemplo o voo rasante do albatroz. A sul.
Já me sinto pronta para receber a luz das estrelas e abraçar a madrugada, sob os olhos da lua. Que quero cheia e prateada.
Espero-te. Na Primavera. Com beijos de acácias e rosas.
E sabor a maboque. Da terra onde as primaveras hão-de florir, só para nós.
Dançaremos ao som dos batuques ancestrais na cubata circular que construíste para me conquistares. E tatuares. A ferro e fogo.
Já tenho o coração em chamas e a alma a transbordar. De bem querer...
Espero-te. Amor. Na Primavera...
aspiração
Não sou a lua
Não sou o sol
Nem o eclipse
As estrelas
Ou o céu
Mas na noite cor de breu
Quer ter
Um momento todo meu
Para te ser
Luz e chama
Clarão
Ternura
Doçura e sedução
E num segundo
Te viver
O fim do mundo
Nessa mistura química
Nessa explosão
m.c.s.
( dia Mundial da Poesia )
Não sou o sol
Nem o eclipse
As estrelas
Ou o céu
Mas na noite cor de breu
Quer ter
Um momento todo meu
Para te ser
Luz e chama
Clarão
Ternura
Doçura e sedução
E num segundo
Te viver
O fim do mundo
Nessa mistura química
Nessa explosão
m.c.s.
( dia Mundial da Poesia )
quarta-feira, 18 de março de 2015
há amores...
A pessoa acorda. Cedíssimo...
Liga o rádio despertador, que para esta função nunca trabalhou.
E lá está Pablo Albóran. Cantando. Por fin...
E sente borboletas no estômago. Ainda...
E começa também a cantar...
Tú me has hecho mejor/ Mejor de lo que era/ Y entregaría mi voz/ A cambio de una vida entera/ Tú me has hecho entender/ Que aquí nada es eterno/ Pero tu piel y mi piel pueden/ Detener el tiempo...
E porque é sábado, faz sentido.
Há dias, como há canções, que a gente canta e abraça. Há sentires que não cabem no destino que a vida traça.
Mas porque hoje é sábado a pessoa abre os braços, respira fundo e sorri à voz e à melodia. E nega-se à melancolia a instalar-se...
Há amores que duram um arrepio, um pôr de sol, um beijo, um abraço, um poema. Não mais que a intenção, mas eternizam-se na canção.
Há amores...
segunda-feira, 16 de março de 2015
lembrete
Não uso nenhum lembrete, mas de te lembrar, não me esqueço.
Porque a tua lembrança me diz, que não te quero esquecer.
Que preciso de te lembrar p' ra não me esquecer de mim.
m.c.s.
Porque a tua lembrança me diz, que não te quero esquecer.
Que preciso de te lembrar p' ra não me esquecer de mim.
m.c.s.
permaneces-me
Nasceste-me
Entre sois, odores
E sabores
Palavras, melodias,
Poesias...
Cresceste-me num degustar
Num pôr de sol, num acenar
Sorrisos e mar
Num desejo
Num beijo...
Suspendeste-me. A fome. O sono
A vida
E permaneces-me no poema a declamar
No sonho de te amar...
m.c.s.
Entre sois, odores
E sabores
Palavras, melodias,
Poesias...
Cresceste-me num degustar
Num pôr de sol, num acenar
Sorrisos e mar
Num desejo
Num beijo...
Suspendeste-me. A fome. O sono
A vida
E permaneces-me no poema a declamar
No sonho de te amar...
m.c.s.
domingo, 15 de março de 2015
perguntando
Pergunto-me o que te direi quando me faltar a inspiração.
Será que ouvirás a voz do meu coração?
m.c.s.
Será que ouvirás a voz do meu coração?
m.c.s.
sábado, 14 de março de 2015
business no Olival
- Sénhóra, poucos euros. Exibindo uma peça em madeira. Por sinal lindíssima. Toda trabalhada à mão.
- Não quero.
Insistiu, entrando na churrasqueira aqui ao lado de casa onde eu por três euros compro uma refeição, hoje, lombo com batatas, no forno. Abriu a peça. Perguntei,
- Quanto?
- Quarenta euros. Mas faz trinta e cinco.
- Não quero.
- Trinta então.
Não quero. Tenho peças dessas. Não preciso de mais.
- Portuguesa tem?
- Angolana tem.
- Angolana branca? Ri-me. Nunca ponho as coisas nesses termos. Até me sei africana se bem que os africanos negros acham que só eles é que o são.
- Angolana branca, eu senegalês negro, vendo por vinte e cinco.
- Não quero. Nem tenho dinheiro aqui. O troco dos dez euros do meu almoço estava ainda em cima do balcão.
Baixou-se e tirou uns anéis. Agarrou num e disse,
- Seis euros para a angolana bonita. Eu senegalês bonito, vendo.
- Baixa mais.
- Quatro.
- Dois.
- Dois e meio.
- Dois.
E vendeu-mo por dois.
presente
Estás no voo do pássaro livre, que em mim poisou.
E na música que oiço repetidamente.
Estás nas noites de sábados, que a minha alma desejou
E no domingo, ao despertar...
Estás em mim, delicadamente
Ou a transbordar...
Estás na minha saudade
E nesse rio. Que vai para o mar.
Sim. Estás no mar...
dos meus olhos, minha verdade,
olhar teu,
que te quero contemplar.
Estás-me no coração. Sentimento tão belo e denso.
Tatuado neste destino breve. Tão breve e tão intenso,
que me ficaste no número e no dia que a sina marcou.
E moras ainda em mim,
neste tempo para te amar, que não se esgotou.
m.c.s.
E na música que oiço repetidamente.
Estás nas noites de sábados, que a minha alma desejou
E no domingo, ao despertar...
Estás em mim, delicadamente
Ou a transbordar...
Estás na minha saudade
E nesse rio. Que vai para o mar.
Sim. Estás no mar...
dos meus olhos, minha verdade,
olhar teu,
que te quero contemplar.
Estás-me no coração. Sentimento tão belo e denso.
Tatuado neste destino breve. Tão breve e tão intenso,
que me ficaste no número e no dia que a sina marcou.
E moras ainda em mim,
neste tempo para te amar, que não se esgotou.
m.c.s.
a voz e a razão do coração
...e nem distâncias, tempo,
ventos e tempestades,
nem vazios, saudades,
nem tu...
nada, mesmo nada, me impede de te fazer poema
escolher-te tema
e te beijar na memória...
Nada, mesmo nada, me impede de te sorrir e esperar
querer-te na minha história
e a cada dia que passa, mais e mais te sonhar...
m.c.s.
ventos e tempestades,
nem vazios, saudades,
nem tu...
nada, mesmo nada, me impede de te fazer poema
escolher-te tema
e te beijar na memória...
Nada, mesmo nada, me impede de te sorrir e esperar
querer-te na minha história
e a cada dia que passa, mais e mais te sonhar...
m.c.s.
quarta-feira, 11 de março de 2015
incertezas
Não são as pessoas certas que nos dão certezas. Essas dão-nos normalidade.
O incerto é mágico e tentador.
Digo eu, sorrindo às incertezas e piscando o olho à anormalidade.
m.c.s.
O incerto é mágico e tentador.
Digo eu, sorrindo às incertezas e piscando o olho à anormalidade.
m.c.s.
entre-palavras
O sol lambe-me as feridas antigas e recentes.
O mar segreda-me navegações.
Vôos de gaivotas, chegada de andorinhas
E vozes de kiandas entoando canções.
Parece-me ver ao fundo escrito na linha separadora - esperança.
Entre a espuma e os céus.
Entre o ontem e o hoje.
Entre o eu que se envelhece e o outro renovável nos dias.
A cada desencanto, a cada esforço, a cada virar de página.
Quero navegar neste descanso que a saudade vai intervalar com os afetos.
Sentei-me no fim de semana. Em frente ao sonho.
Em frente ao mar da minha ilusão.
Não para observar.
Não para me fustigar.
Não para me esquecer de mim.
Sentei-me à espera de ti.
De tudo o que o sábado traz, para ser feliz.
Sentei-me à espera de mim...
m.c.s.
O mar segreda-me navegações.
Vôos de gaivotas, chegada de andorinhas
E vozes de kiandas entoando canções.
Parece-me ver ao fundo escrito na linha separadora - esperança.
Entre a espuma e os céus.
Entre o ontem e o hoje.
Entre o eu que se envelhece e o outro renovável nos dias.
A cada desencanto, a cada esforço, a cada virar de página.
Quero navegar neste descanso que a saudade vai intervalar com os afetos.
Sentei-me no fim de semana. Em frente ao sonho.
Em frente ao mar da minha ilusão.
Não para observar.
Não para me fustigar.
Não para me esquecer de mim.
Sentei-me à espera de ti.
De tudo o que o sábado traz, para ser feliz.
Sentei-me à espera de mim...
m.c.s.
entre-esperas
Não há frio que vença e gele o mel do teu olhar,
o sabor da tua boca,
o aconchego do teu abraço.
Não há frio que vença e congele o calor da tua presença.
Em mim...
És tempo quente dos trópicos neste Inverno europeu.
E eu, eu sou a estação fértil.
Das chuvas e das sementes
lançadas à terra fecunda
Florindo amor em sábados de lua cheia
Domingos de alvorada.
Sopra-me o vento, ao ouvido, alertas,
notícias,
de neve e granizo, geada...
Não há frio que vença e queime este fogo, intenso,
da minha fé em espera
da minha alma em chamas
do meu caminho pelas palavras...
m.c.s.
o sabor da tua boca,
o aconchego do teu abraço.
Não há frio que vença e congele o calor da tua presença.
Em mim...
És tempo quente dos trópicos neste Inverno europeu.
E eu, eu sou a estação fértil.
Das chuvas e das sementes
lançadas à terra fecunda
Florindo amor em sábados de lua cheia
Domingos de alvorada.
Sopra-me o vento, ao ouvido, alertas,
notícias,
de neve e granizo, geada...
Não há frio que vença e queime este fogo, intenso,
da minha fé em espera
da minha alma em chamas
do meu caminho pelas palavras...
m.c.s.
segunda-feira, 9 de março de 2015
acreditando
Perguntei ao Amor por onde anda,
em que esquina se esconde,
em que palavra se escusa,
que nada dele sei,
não o sinto,
não o vejo,
não me responde.
E ele disse,
Estou aqui.
Olha o espelho. Vais ver-me em ti.
Olha em frente e me acharás.
Abre os braços e eu te abraçarei.
Acredita e me terás.
E eu...eu acreditei...
m.c.s.
em que esquina se esconde,
em que palavra se escusa,
que nada dele sei,
não o sinto,
não o vejo,
não me responde.
E ele disse,
Estou aqui.
Olha o espelho. Vais ver-me em ti.
Olha em frente e me acharás.
Abre os braços e eu te abraçarei.
Acredita e me terás.
E eu...eu acreditei...
m.c.s.
intervalando
Terminou a primeira parte. Chegado que é o intervalo.
Nesse meio-termo vou sonhar-te.
Mais tempo desperta serei, depois. Na segunda parte.
Quiçá para sonharmos intervalos. De amanhãs...
m.c.s.
Nesse meio-termo vou sonhar-te.
Mais tempo desperta serei, depois. Na segunda parte.
Quiçá para sonharmos intervalos. De amanhãs...
m.c.s.
ser mulher
Ser mulher ( entre outras atribuições ) é ser placenta. E semente germinando dentro de si. Privilégio. Milagre.
Ser mulher é ser missão. Desempenhada com sapiência e humildade.
Ser, simplesmente
Eu quero o Hoje, o Ontem e os Amanhãs.
E sem saudosismos, nem decepções, ou esperanças loucas, acreditar, pessoa que sou, neste género de ser e receber, como um dom, a minha passagem por aqui. Mundo composto de igualdade e desigualdade.
Eu quero crescer indivíduo e ser multidão híbrida, nos eus e tus que cabem na minha pele. Nua e receptiva.
E ser a pele arrepiando a dor, tocando a paixão e escorrendo suor. Transparente e livre de qualquer cor.
Ser receptáculo para a emoção. Ser coração nas mãos e na boca. E na memória, lealdade e gratidão. Ser coragem e desafiar o medo. Ser mais que um segredo. E muito mais do que uma lembrança. Ser caminho. Ser verso, flor. Poema. Inscrição. Ser alma. Aspiração.
E ser Mulher. Nesta forma de estar e de me ultrapassar.
Ser mulher sem condição a ordenar. Ser mulher sem razão. Para me elevar. Por opção. Por doação.
Ser mulher é ser Amor. E gostar. Ser tudo parecendo ser nada. Ser nada como se fosse tudo. E não declinar.
Ser mulher é respirar num sopro de vida e dá-lo de presente à alma carente. Devolvê-la ao tempo. Ser alento...
Ser sol no bocejo da manhã, lua na noite espelhada e beijo na boca que ama. E ser quem ama como se fosse silêncio e numa explosão ser amada. Ser fogo ardendo com chama. Ser rio. Ser a corrente correndo para o mar. Ser foz e se entregar. E abraçar...
Eu quero o Hoje, o Ontem e os Amanhãs que eu decidir. E ser Pessoa. Antes de ser Mulher. Porque nesta forma de ser e estar posso ser tudo o que eu quiser. Porque eu sei amar, sem sexo ou justificação.
( a propósito do dia 8 de Março, Dia da Mulher )
quinta-feira, 5 de março de 2015
o sonho aos quadradinhos
Desenho o sol. Em quadradinhos.
Em cada figura geométrica coloco um sonho.
Deito-me nele e voo na asa de um albatroz.
Deixaste-me livre. Desenhando sois.
Então porque te fiquei prisioneira?
m.c.s.
Em cada figura geométrica coloco um sonho.
Deito-me nele e voo na asa de um albatroz.
Deixaste-me livre. Desenhando sois.
Então porque te fiquei prisioneira?
m.c.s.
entre-escolhas
Entre o sol e a lua, venhas tu e escolhas.
No sol aqueces-me o corpo. Na lua desnudas-me a alma.
E eu...eu quero viver-te entre luas e sois e no intervalo subir aos céus e seres-me, ser-te estrela.
Cadente. ( pede um desejo )...
m.c.s.
segunda-feira, 2 de março de 2015
dia da Mulher Angolana
Às Mulheres do meu país, os meus Parabéns.
." O dois de Março é dia consagrado à mulher angolana, em reconhecimento ao seu papel desempenhado na luta de resistência do povo angolano contra a ocupação colonial portuguesa.
A efeméride, de particular importância, não só para as mulheres, mas também para os restantes membros da sociedade, deve-se ainda ao reconhecimento por si prestado e que, com coragem, determinação e com o preço das suas vidas, contribuíram para que Angola fosse hoje um país livre e independente.
A mulher angolana desempenhou sempre um papel de destaque no processo de libertação do país, com exemplos representativos dos feitos heróicos da rainha NJinga Mbandi, num passado longínquo, e de Deolinda Rodrigues, Irene Cohen, Engrácia dos Santos, Teresa Afonso, Lucrécia Paím e outras anónimas ".
Se as sombras da noite não me deixarem ver-te a alma, levarei a luz das estrelas para o meu sono para a iluminar na memória. Só para ta acariciar. No meu sonho.
carinho na alma
Se as sombras da noite não me deixarem ver-te a alma, levarei a luz das estrelas para o meu sono para a iluminar na memória. Só para ta acariciar. No meu sonho.
Dimensão
A paz adoça a existência.
Tempera os momentos. Que parecem eternos.
Desperta os sentidos. Delicadamente.
Enfeita palavras. Perfuma poemas.
Lava a alma.
A paz é uma ponte. Uma escada.
Subindo-a, tocamos pequenos céus com a ponta dos dedos. Mesmo que em bicos de pés.
A paz quer silêncios. Que tocam e falam de sensibilidade.
Incita à lágrima, detalhe da emoção.
Semeia sorrisos. E pensamentos puros.
A paz tem a cor da felicidade. Dos dias fáceis.
Alvos. Melodiosos. Belos.
Hoje estou da cor e do tamanho da paz.
domingo, 1 de março de 2015
pensando-me (3)
Se algo na vida te corre mal, não te canses.
Pára, observa e pensa. Depois age.
Corre com aqueles que correm atrás de ti para te ultrapassarem.
Aquele que te quer bem e quer o teu bem, anda ao teu lado. No passo certo.
Pára, observa e pensa. Depois age.
Corre com aqueles que correm atrás de ti para te ultrapassarem.
Aquele que te quer bem e quer o teu bem, anda ao teu lado. No passo certo.
m.c.s.
filosoficamente em modo Descartes
PENSO-TE, LOGO EXISTES-ME.
Digo eu. Descartando a hipótese de ser filósofa. Querendo ser poeta.
Só para te pensar e existires-me poeticamente.
Mesmo que só filosoficamente versejado...
m.c.s.
Digo eu. Descartando a hipótese de ser filósofa. Querendo ser poeta.
Só para te pensar e existires-me poeticamente.
Mesmo que só filosoficamente versejado...
m.c.s.
pensando-te
Se te penso, a minha existência abraça o Universo. E ficas do tamanho dos poemas eternos.
Aqueles que desejo escrever, para que existas tatuado em mim, fonte inesgotável de inspiração.
m.c.s.
Aqueles que desejo escrever, para que existas tatuado em mim, fonte inesgotável de inspiração.
m.c.s.
em espera
Não há frio que vença e gele o mel do teu olhar,
o sabor da tua boca,
o aconchego do teu abraço.
Não há frio que vença e congele o calor da tua presença.
Em mim...
És tempo quente dos trópicos neste Inverno europeu.
E eu, eu sou a estação fértil.
Das chuvas e das sementes
lançadas à terra fecunda,
Florindo amor em sábados de lua cheia
Domingos de alvorada.
Sopra-me o vento, ao ouvido, alertas,
notícias,
De neve e granizo, geada...
Não há frio que vença e queime este fogo, intenso,
da minha fé em espera
da minha alma em chamas
do meu caminho pelas palavras...
m.c.s.
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